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Dreyer, G., Rocha, A., Eunice Ribeiro, M., Norões, J., Addiss, D.

O TESTE Og4C3 NO DIAGNÓSTICO DA FILARIOSE BANCROFTIANA: USO E LIMITAÇÕES.

Anais da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco. 41(1):43-47, 1996.

RESUMO

O teste ELISA Og4C3, recentemente desenvolvido, detecta antígeno circulante de Wuchereria bancrofti e parece promissor para inquéritos epidemiológicos, mas sua sensibilidade é desconhecida em pessoas com níveis ultrabaixos de parasitemia. O teste do Og4C3 foi empregado frente a soros de 282 indivíduos microfilarêmicos, detectados em 1 a 16 ml de sangue venoso; de 18 indivíduos amicrofilarêmicos, mas apresentando vermes adultos de filária identificados por ultra-sonografia ou por biopsia, e de 63 indivíduos autóctones de área não endêmica de filariose. Dos 282 indivíduos positivos para microfilária, o teste apresentou uma sensibilidade de 97,9% (densidade óptica > 0,033), detectando 276 desses. De acordo com as densidades de microfilárias de < 1, 1-30 e > 30 microfilárias por ml de sangue, o teste apresentou as seguintes sensibilidades: 72,2%, 97,6%, e 100%, respectivamente (p<10 -6 ). O teste foi positivo em, apenas, 66,7% dos indivíduos amicrofilarêmicos, porém portadores de vermes adultos. Em um dos 63 indivíduos (1,6%) de área não endêmica, o teste foi positivo, obtendo-se uma especificidade de 98,4%. O teste apresentou uma alta sensibilidade para detectar portadores de microfilaremia. A sensibilidade decresce significativamente em indivíduos com densidades menores que uma microfilaremia por ml de sangue. Por outro lado, os autores alertam para a possibilidade da existência de resultados falsos positivos em indivíduos provenientes de áreas de baixa prevalência/transmissibilidade da doença. O teste não é um marcador de morbidade filarial para definir a etiologia do linfedema, da quilúria e da hidrocele.