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A Filariose Linfática também conhecida por elefantíase, por causar aumentos e deformidades no corpo humano, com espessamento da pele, particularmente em membros inferiores apresentando muita semelhança com a pata de um elefante.

Filariose é um termo aplicado para infecções nos seres humanos e em animais por certos nematóides (vermes de corpo redondos) pertencentes a super família Filarioidea.

Existem 8 filárias que infectam o homem. Muitos vetores (chamados também de hospedeiros intermediários) estão implicados na transmissão das filarioses para os homens (chamado também de hospedeiro definitivo) e entre eles estão o Aedes, o Anopheles, o Culex e a Mansonia.

Por definição, a Filariose Linfática (FL) é uma infecção transmitida por mosquitos e existe hoje, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 83 países com clima tropical e sub-tropical. Cerca de 120 milhões de indivíduos têm a infecção.

A infecção, na maioria das vezes, é detectada pela presença da microfilária através do exame de sangue obtido de sangue capilar (retirado geralmente do quarto dedo da mão). Esses pequenos vermes só podem ser vistos ao microscópio. Pode ocorrer em indivíduos de todas as idades, porém a prevalência da infecção é mais alta entre os indivíduos do sexo masculino e na população de 20 a 40 anos de idade.

A infecção ocorre especialmente em indivíduos de baixo nível sócio-econômico, sendo bastante conhecido o fato de ter distribuições focais, predominando em áreas de maior pobreza e urbanização inadequada, podendo o número de pessoas infectadas variar bastante dentro de um mesmo município e até de um mesmo bairro. 

A bancroftose afeta, pelo menos, cerca de 100 milhões de pessoas, distribuídas em cerca de 83 países dos diferentes continentes. A doença de Bancroft é um duro encargo social e econômico inerente aos trópicos e subtrópicos da Ásia, da África, do Pacífico Ocidental e de certas regiões das Américas. Embora a distribuição da doença pareça global, aproximadamente um terço dos indivíduos infectados reside na Índia, outro terço na África e o restante se encontra, predominantemente, na região ocidental do Pacífico e no sudeste da Ásia. As Américas representam 0,3% da prevalência global e o país de maior número de casos é o Haiti, seguido pela Republica Dominicana, das Guianas e do Brasil. Em nosso país, são considerados focos de transmissão ativa o Grande Recife, em Pernambuco e a cidade de Maceió, em Alagoas. Belém do Pará, que na década de 50 era a área de maior prevalência, hoje é considerada um foco em extinção.